PRTB tira Pablo Marçal e lança Leonardo Avalanche à Presidência

Presidente do partido assume a chapa no último dia de alteração no TSE; candidatura de Marçal foi indeferida e vice passa a ser Silvia Hellen
Por: Brado Redação 15.set.2026 às 17h22
PRTB tira Pablo Marçal e lança Leonardo Avalanche à Presidência
Foto: Reprodução/Instagram

O presidente do PRTB, Leonardo Avalanche, anunciou nesta terça-feira (15) que entra no lugar de Pablo Marçal na disputa pelo Palácio do Planalto. O partido formalizou a troca na segunda (14), último dia permitido para mudanças na chapa. Até então, Avalanche concorria a vice. A nova candidata a vice-presidente é Silvia Hellen da Silva Pereira.

No sistema do Tribunal Superior Eleitoral, a candidatura de Avalanche aparece como “aguardando julgamento”. A de Marçal está marcada como “indeferida”.

O TSE rejeitou o registro de Marçal por unanimidade na sexta-feira (11). A Procuradoria-Geral Eleitoral apontou que ele não comprovou filiação ao PRTB no prazo. Em abril, quando fechou a janela para troca de partido, o empresário ainda estava no União Brasil. Marçal protocolou a candidatura nos minutos finais do prazo, em agosto, depois de uma liminar da Justiça Eleitoral de São Paulo autorizar a saída do União e a entrada no PRTB.

Em nota sobre a substituição, Avalanche falou em perseguição e perguntou por que tanto empenho em barrar um candidato que, segundo ele, não faz parte do jogo de sempre. Disse que, desde que Marçal decidiu concorrer, enfrentou um cerco jurídico com decisões sucessivas para tirá-lo da disputa.

Marçal também está inelegível até 2032, por condenação do TSE ligada a concursos de divulgação de vídeos na eleição municipal de São Paulo em 2024, quando tentou a prefeitura. O TRE-SP afastou, em uma das frentes, o abuso de poder econômico, mas o caso ainda não se encerrou no TSE.

Leonardo Alves de Araújo, o Leonardo Avalanche, tem 48 anos, é formado em direito e comanda o PRTB desde 2024. Coordenou a campanha de Marçal à Prefeitura de São Paulo. A chegada dele à presidência da sigla foi marcada por denúncia do Ministério Público de São Paulo de fraude na eleição interna, com pessoas que se passaram por filiados e uso de documentos e assinaturas falsas.

Depois de eleito no partido, Avalanche teria tentado expulsar a então vice Rachel de Carvalho e o grupo dela. Foi denunciado por ofensas misóginas e ameaça de morte e por coação para participar de esquemas de extorsão contra prefeitos e outros políticos. Em março, tornou-se réu por associação criminosa, violência política de gênero e inserção de dados falsos em sistemas públicos. Procurado, não comentou.

A Polícia Federal apura ainda suspeita de desvio de R$ 750 mil do fundo eleitoral do PRTB nas municipais de 2024. Os principais beneficiados, segundo apuração, seriam Avalanche e familiares. Questionado sobre crimes eleitorais e improbidade, ele negou irregularidades.



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