O ex-presidente Jair Bolsonaro deu aval para que a bancada do PL na Câmara votasse a favor do chamado PL da Reciprocidade, projeto que estabelece medidas de retaliação comercial contra os Estados Unidos.
Inicialmente, Bolsonaro criticou a proposta em suas redes sociais, afirmando que as sobretaxas impostas pelo presidente americano Joe Biden eram uma estratégia para proteger os EUA do “vírus socialista”. Ele defendeu que a melhor resposta do Brasil seria eliminar tarifas sobre produtos americanos, permitindo que os brasileiros tivessem acesso a itens de qualidade a preços mais baixos.
Apesar da crítica, o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), revelou à coluna de Igor Gadelha que ligou para Bolsonaro para discutir a posição da bancada. O senador Rogério Marinho (PL-RN) também participou da conversa, defendendo a aprovação do projeto. Segundo Sóstenes, Bolsonaro acabou concordando e autorizando o voto favorável: “Já entendi, Sóstenes. Não tem problema, não”.
A decisão da bancada do PL foi influenciada por pressões do agronegócio, setor que defende a adoção de medidas retaliatórias contra as tarifas impostas pelos EUA sobre o aço e o alumínio brasileiros. Mesmo votando a favor, alguns parlamentares bolsonaristas acreditam que a reciprocidade pode acabar prejudicando o próprio governo Lula, forçando uma redução nos impostos sobre importações americanas.
O PL, que vinha obstruindo todas as votações na Câmara por conta do projeto da anistia, retirou a obstrução para permitir que o PL da Reciprocidade fosse votado nesta quarta-feira (2).
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