O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu arquivar, por unanimidade, uma solicitação do deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), que pedia uma auditoria nos custos das viagens internacionais de Janja da Silva, primeira-dama do Brasil, desde o início do mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em janeiro de 2023.
O deputado argumentou que Janja passou mais tempo fora do país do que o próprio presidente, com 103 dias de viagem entre 2023 e 2024, superando em 16 dias os deslocamentos do chefe do Executivo. A primeira-dama acompanhou Lula em várias missões internacionais e também representou o Brasil em eventos oficiais, como a abertura das Olimpíadas de Paris e um encontro sobre educação no Catar.
Contudo, o TCU entendeu que o deputado não tinha a legitimidade para solicitar a fiscalização. O relator, Bruno Dantas, afirmou que apenas os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados ou os presidentes de comissões técnicas podem pedir esse tipo de auditoria.
Esse não foi o primeiro questionamento sobre as viagens de Janja. No início de 2024, uma solicitação semelhante foi analisada e também arquivada pelo tribunal. A última viagem de Janja a Paris, durante as Olimpíadas, gerou custos de R$ 203,6 mil, com R$ 148,4 mil apenas em passagens aéreas. O governo justificou que os preços elevados foram devido à alta demanda durante o evento.
Enquanto isso, a imagem de Janja entre os brasileiros tem se deteriorado. Segundo pesquisa divulgada pela AtlasIntel/Bloomberg, 58% dos brasileiros têm uma visão negativa da primeira-dama, enquanto 32% a veem de forma positiva, o que representa um aumento de 18 pontos percentuais em comparação com a pesquisa de outubro de 2024.
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