O futuro do projeto de lei que propõe anistia para os condenados e processados pelo 8 de janeiro de 2023 gerou uma forte disputa entre governo e oposição, com ambos os lados buscando mobilizar o apoio das ruas.
Após a manifestação pró-anistia deste domingo (16), no Rio de Janeiro, a oposição anunciou que realizará um novo protesto no dia 6 de abril, na Avenida Paulista, em São Paulo. Enquanto isso, os governistas planejam sua própria mobilização no local, marcada para o dia 30 de março.
Em suas redes sociais, o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) afirmou: “Sem anistia. Bolsonaro na cadeia. A hora é essa. Nós vamos para as ruas.” Por outro lado, o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), previu que o movimento pró-anistia atrairá um público superior. “Vamos ver quantas pessoas a esquerda vai colocar nas ruas. Vamos ver quem tem o povo de verdade”, disse.
Apesar das mobilizações populares, a decisão final sobre o projeto cabe ao Congresso, onde o texto ainda tramita. O projeto já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, mas ainda não tem data para ser votado no plenário da Casa e no Senado. Em caso de aprovação, opositores afirmam que recorrerão ao Supremo Tribunal Federal (STF).
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