Em entrevista exclusiva ao Brado Jornal, na manhã desta terça-feira (7), a Dra. Raissa Soares abordou as recentes especulações sobre sua migração para o PRTB, partido do qual recebeu um convite formal. A solicitação, segundo a médica, partiu diretamente do presidente nacional da sigla, Leonardo Avalanche.
“Eu e Avalanche tivemos uma longa conversa. Inclusive, pude saber dos bastidores da campanha de Pablo Marçal”, afirmou Raissa, destacando a confiança que tem na liderança de Avalanche, que a convidou para integrar o partido.
Raissa também comentou sobre as expectativas em relação ao cenário político e a estratégia para 2026.
“Ele me fez esse convite. É uma tarefa que muitos vão falar que é impossível, porque precisamos lançar um bloco único contra a esquerda. Não podemos repetir o erro de 2022, quando havia uma briga clara entre Roma e Neto. Ele se candidatou e acabou que o PT venceu”, explicou, referindo-se ao contexto das eleições passadas.
No entanto, ela deixou claro que ainda não aceitou a proposta.
"Eu ainda não aceitei o convite e continuo sendo do PL, apesar da sigla não me querer na chapa, uma vez que o presidente assinou um pedido de minha expulsão", revelou.
Raissa não descartou a possibilidade de disputar um cargo majoritário, caso o cenário se mostre favorável. “Se não aparecer nenhum candidato para enfrentar, eu vou me lançar ao governo e creio que virão comigo”, afirmou com confiança.
Ela também fez elogios a Avalanche, destacando suas qualidades pessoais e políticas: “Conheci uma pessoa com caráter nobre, que está buscando fazer um movimento que tem no regimento os valores de Deus, pátria e família. Tentaram seduzi-lo para destruir a campanha de Marçal e ele não se vendeu”.
Desafios no PL Bahia
Raissa Soares, uma das figuras mais conhecidas da direita baiana, também falou sobre os desafios internos que enfrentou no PL Bahia, partido liderado por João Roma. Segundo ela, a relação com Roma e seu grupo nunca foi harmoniosa, o que ficou evidente quando foi excluída de reuniões e, posteriormente, assinada sua solicitação de expulsão.
“Ficou muito claro que a patota que está com Roma não me quer. O grupo que está com Roma está oposto a mim. Existe perseguição”, afirmou. Para Raissa, a dinâmica interna do PL Bahia não tem espaço para discordâncias: “O PL Bahia tem a mesma diretiva do PL nacional. Quem está no comando dá as ordens. Se ele for amável a você, você estará dentro. Se você questionar, não será bem-vindo. Deixou de ser uma legenda que representa o bolsonarismo. Ou você participa de uma panela, ou está fora. Não pode fazer críticas. É como se tivesse um general que todos devem obedecer e bater continência.”
Ela recordou ainda um episódio específico em que cobrou uma posição do presidente Jair Bolsonaro durante a campanha de Cristina Graeml, o que gerou atritos com a família Bolsonaro: “Recebi críticas quando estava na campanha de Cristina Graeml e pedi um posicionamento do presidente Bolsonaro. Isso me rendeu uma irritação da família Bolsonaro, causou uma situação com Eduardo Bolsonaro devido ao tweet.”
Situação no PL e futuro político
Ao ser questionada sobre sua posição atual no partido, Raissa revelou que não verificou se sua destituição foi oficializada: “Eu nem verifiquei se ele me destituíram do cargo. Em tese, continuo como vice-presidente, mas como sempre fui só o nome incluído para ter uma resposta ao povo que votou em mim. Estou lá como fachada.”
Raissa Soares, com seu forte posicionamento e trajetória política, segue sendo uma figura central na política baiana, e seus próximos passos deverão ser cuidadosamente observados, especialmente com as mudanças de partido e a proximidade das eleições de 2026.
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