A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (3), a terceira fase da Operação Overclean, que investiga um esquema de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro. Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e determinada a suspensão cautelar de um servidor público.
As ações ocorreram em Salvador, São Paulo, Belo Horizonte e Aracaju, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os alvos estão o empresário José Marcos Moura, conhecido como "Rei do Lixo", apontado como um dos líderes do esquema, e Bruno Barral, atual secretário de Educação de Belo Horizonte e ex-titular da pasta em Salvador.
Segundo a decisão judicial, a organização criminosa atua de forma "sistemática e coordenada" desde 2021 e teria movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão, com recursos provenientes de emendas parlamentares e contratos com órgãos públicos. Parte do esquema envolvia contratos superfaturados firmados com o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS).
Em dezembro de 2024, a PF já havia apreendido R$ 1,5 milhão transportados em um voo particular de Salvador para Brasília, suspeito de ser destinado ao pagamento de propinas. A investigação monitorou o empresário Alex Rezende Parente e o ex-coordenador do DNOCS na Bahia, Lucas Maciel Lobão Vieira, que utilizavam aeronaves para movimentar valores em espécie.
A defesa dos envolvidos ainda não se pronunciou sobre as acusações.
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