Paraguai retira candidatura à OEA e faz crítica velada ao Brasil

Nome apoiado por Trump perde força após mudança de posição de países latino-americanos
Por: Brado Jornal 06.mar.2025 às 08h38
Paraguai retira candidatura à OEA e faz crítica velada ao Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou nesta quarta-feira (5) a retirada da candidatura de seu ministro das Relações Exteriores, Rubén Ramírez, ao cargo de secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA). Segundo Peña, a decisão foi tomada após "países amigos da região" mudarem o acordo inicial e deixarem de apoiar o candidato paraguaio.

A candidatura de Ramírez era respaldada por governos de direita, incluindo o dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, além da Argentina, de Javier Milei, e do Panamá, de José Raúl Mulino. No entanto, nas últimas semanas, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia e Uruguai passaram a apoiar o chanceler do Suriname, Albert Ramdin. Nesta quarta-feira, Costa Rica, Equador e República Dominicana também aderiram ao bloco favorável a Ramdin, enfraquecendo ainda mais a candidatura paraguaia.

Em comunicado, Peña enfatizou que a candidatura de Ramírez buscava fortalecer a relevância da OEA e promover uma gestão mais eficiente e moderna. Segundo ele, a decisão de retirar o nome do chanceler foi motivada pela falta de apoio de países que inicialmente haviam indicado respaldo ao Paraguai.

Embora sem citar diretamente o Brasil, Peña sugeriu que a mudança de posicionamento de algumas nações pode ter sido motivada por questões ideológicas, e não institucionais. "Nessa visão, não há espaço para a separação de povos irmãos por razões ideológicas ou circunstanciais", afirmou o presidente paraguaio.

O bloco liderado pelo Brasil defendeu a escolha de Albert Ramdin como uma oportunidade de promover uma liderança do Caribe na OEA, algo inédito na história da organização. Além disso, os governos de Lula (Brasil), Luis Arce (Bolívia), Gabriel Boric (Chile), Gustavo Petro (Colômbia) e Yamandú Orsi (Uruguai) destacaram a experiência diplomática do chanceler surinamês e seu potencial para reforçar a unidade regional.

A eleição para o cargo de secretário-geral da OEA está marcada para o dia 10 de março, em Washington.



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