O governo francês está exigindo uma resposta rápida da Comissão Europeia após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar a imposição de novas tarifas de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio, medida que entra em vigor nesta segunda-feira (10).
Em entrevista à emissora TF1, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, declarou que o país já havia respondido às tarifas de Trump em 2018 e agora, com a reimposição da medida, agirá novamente. “A Comissão Europeia nos disse que estava pronta para agir quando a hora chegasse, e a hora chegou”, afirmou Barrot, deixando claro que a França não quer iniciar uma guerra comercial, mas defender seus interesses.
As tarifas dos EUA visam proteger a indústria americana de aço e alumínio, setores que enfrentam intensa concorrência internacional e uma demanda reduzida, especialmente no mercado automotivo. A medida afeta significativamente as exportações europeias, sendo os EUA o destino de cerca de um quarto do aço produzido na União Europeia.
Além da França, o Brasil também será severamente impactado pela imposição das tarifas, já que é o segundo maior exportador de aço para os Estados Unidos, com as vendas representando um terço das exportações brasileiras desses produtos.
Trump, que já havia aplicado tarifas semelhantes durante seu primeiro mandato, também ameaçou aumentar a taxação sobre produtos de outros países, como Taiwan, afetando uma gama de indústrias essenciais, incluindo cobre, aço, alumínio, farmacêuticos e semicondutores.
A disputa entre as potências comerciais promete intensificar ainda mais as tensões no comércio internacional, com a União Europeia e outros países se preparando para reagir.
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