O presidente da Argentina, Javier Milei (La Libertad Avanza), acusou Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, de ser um “ditador criminoso” em um discurso na terça-feira (17). A declaração veio após a prisão do policial argentino Nahuel Ignácio Gallo, detido pela polícia venezuelana enquanto visitava sua mulher e filho em Táchira, na Venezuela. Milei classificou o incidente como um "sequestro ilegal" e exigiu a liberação imediata de Gallo.
Durante cerimônia de formatura no Colégio Militar, em Buenos Aires, Milei afirmou: “Ele foi detido pelas forças de segurança a mando do ditador criminoso Nicolás Maduro, pelo único crime de visitar sua mulher e seu filho. Exigimos sua libertação imediata e esgotaremos as vias diplomáticas para devolvê-lo são e salvo à Argentina."
Gallo, Primeiro Cabo da Gendarmeria Nacional Argentina (GNA), cruzou a fronteira entre a Colômbia e a Venezuela no dia 8 de dezembro para estar com sua família em Táchira, localizada a cerca de 70 km da fronteira. O Ministério da Segurança da Argentina informou que o policial foi preso de forma imediata e sem justificativa clara, violando seus direitos fundamentais. O governo argentino repudiou o ato, destacando que não tolerará abusos contra seus cidadãos.
De acordo com o jornal argentino La Nación, Gallo foi levado pela polícia venezuelana para uma localidade desconhecida e está sendo acusado de espionagem. A esposa do policial, María Gómez, relatou à imprensa que a última vez que teve contato com Gallo foi antes de sua prisão, no dia 8 de dezembro. Ela afirmou que, ao perguntar sobre a situação na Venezuela, comentou com ele sobre a crise no país, sem imaginar que ele seria detido.
O caso intensifica ainda mais as tensões entre Milei e Maduro, que já haviam se exacerbado após as eleições presidenciais venezuelanas de julho, nas quais Milei não reconheceu a vitória de Maduro. O presidente argentino havia afirmado que os venezuelanos rejeitaram a "ditadura comunista" de Maduro e que a Argentina não reconheceria uma eleição fraudulenta.
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