O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, anunciou nesta quinta-feira (5) a aceitação da renúncia do ministro da Defesa, Kim Yong-hyun, que se tornou responsável pela recente polêmica envolvendo a declaração da lei marcial no país. Kim, que assumiu o cargo há apenas 89 dias, foi um dos principais aliados de Yoon no governo e ficou sob forte pressão após a revogação da medida, que gerou tumulto na sociedade sul-coreana.
Kim, apontado como uma figura de linha-dura, foi nomeado em agosto deste ano, após um período como chefe de segurança presidencial. Seu papel na declaração da lei marcial, seguida de sua revogação, gerou intensas críticas, especialmente da oposição, que havia levantado preocupações sobre a tendência do governo de colocar pessoas com vínculos estreitos ao presidente em posições chave. A oposição também sugeriu que a nomeação de Kim poderia estar relacionada ao fortalecimento do poder executivo em meio a um cenário político conturbado.
Em substituição a Kim, Yoon nomeou o ex-general Choi Byung-hyuk, que possui uma vasta carreira militar, incluindo a vice-comando das Forças Combinadas entre a Coreia do Sul e os EUA. Choi, que atuava como embaixador na Arábia Saudita desde 2023, é visto como um nome experiente em segurança nacional, mas sua nomeação também traz à tona a questão do fortalecimento de laços militares dentro do governo.
Enquanto isso, a situação política e institucional continua tensa. A polícia da Coreia do Sul abriu uma investigação contra Yoon e outros membros do governo, incluindo Kim, sob acusações de traição relacionadas à declaração da lei marcial. As denúncias foram apresentadas por um partido opositor e um grupo de ativistas, apontando possíveis abusos de poder. O caso está sendo investigado pela equipe de segurança do Gabinete Nacional de Investigação, o que promete manter o clima de incerteza política no país.
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