O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta segunda-feira (22) a comutação das penas de 37 dos 40 condenados à morte pela justiça federal, em uma medida alinhada com a moratória de execuções federais imposta por sua administração desde 2021. A pena dos condenados foi reduzida para prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, abrangendo crimes como homicídios, assassinatos de policiais, militares, roubos a banco com mortes e tráfico de drogas.
A decisão reflete a postura de Biden, que durante sua carreira política tem se dedicado a reduzir crimes violentos e promover um sistema de justiça mais justo e eficaz. "Essas comutações estão alinhadas com a moratória que minha administração impôs às execuções federais, com exceção de casos de terrorismo e assassinatos em massa motivados por ódio", afirmou o presidente.
Com a medida, apenas três prisioneiros federais permanecem no corredor da morte: Dylann Roof, responsável pelo massacre em uma igreja em Charleston em 2015; Dzhokhar Tsarnaev, autor do atentado na Maratona de Boston em 2013; e Robert Bowers, que matou 11 pessoas em uma sinagoga em Pittsburgh em 2018.
A decisão ocorre em um momento de transição, a poucas semanas da posse de Donald Trump, que é defensor da ampliação da pena capital, inclusive propondo a pena de morte para traficantes de drogas. Durante seu mandato, Trump supervisionou 13 execuções federais, o maior número na história moderna dos EUA.
A medida de Biden foi elogiada por defensores dos direitos humanos, como Martin Luther King III, que destacou a importância da ação contra a injustiça racial da pena de morte. A decisão também segue uma série de clemências recentes, incluindo a libertação de 1.500 prisioneiros durante a pandemia de COVID-19. A especulação sobre uma possível visita de Biden ao Papa Francisco, que pediu orações pelos condenados à morte, também trouxe foco sobre a questão da pena capital nos Estados Unidos.
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