Luigi Mangione, o principal suspeito de matar o CEO da UnitedHealth, Brian Thompson, a tiros em Manhattan no último dia 4, foi formalmente indiciado por assassinato nesta terça-feira (17), conforme anunciado pelos promotores do caso.
Em declaração oficial, o promotor distrital de Manhattan, Alvin Bragg, enfatizou a gravidade do crime: “Esse tipo de violência armada premeditada e direcionada não pode e não será tolerada”.
O assassinato ocorreu em frente a um luxuoso hotel em Nova York. Mangione, de 26 anos, foi capturado cinco dias depois, em uma unidade do McDonald's na Pensilvânia, a cerca de 400 km do local do crime.
O indiciado, ex-aluno de destaque da Penn State, universidade renomada nos Estados Unidos, sofria de dores crônicas nas costas, segundo relatos de amigos e publicações em suas redes sociais, mas ainda não há confirmação se isso teve influência no crime. A UnitedHealth informou que Mangione não era cliente da empresa.
O Perfil de Mangione
Natural de Maryland, Mangione estudou em uma escola de elite de Baltimore e, mais tarde, ingressou na Penn State, onde se formou em ciência da computação, com foco em inteligência artificial. Apesar de sua formação acadêmica, o comportamento de Mangione nas redes sociais, que incluía apreço pelo manifesto de Ted Kaczynski, o "Unabomber", e críticas à dependência de smartphones por crianças, levantou preocupações sobre seu estado psicológico.
De acordo com a polícia, Mangione estava vivendo em Honolulu, no Havaí, antes de ser preso. Amigos e colegas de trabalho o descreviam como uma pessoa “legal” e ficaram surpresos com sua envolvimento no crime. O jovem também veio de uma família rica, que controla um vasto império imobiliário e empresarial, com propriedades que vão de country clubs a hotéis de luxo.
Indícios e Manifesto
A prisão de Mangione revelou detalhes alarmantes. Além de ser encontrado com uma identidade falsa, que coincidia com a usada pelo atirador para fazer check-in em um hostel em Nova York, ele carregava uma pistola com características semelhantes à arma do crime. A polícia suspeita que a arma tenha sido feita com uma impressora 3D. Imagens de câmeras de segurança também indicam que o suspeito tem uma aparência física compatível com o do atirador.
Além disso, um manifesto de três páginas, encontrado com Mangione, expressava seu ódio contra empresas de seguros de saúde, que ele chamava de “parasitárias”. A polícia segue investigando as motivações por trás do crime, que pode ter sido impulsionado por esses sentimentos antiempresariais.
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