Trump ameaça deixar a OTAN e propõe mudanças drásticas em seu futuro mandato

Ex-presidente fala sobre imigração, ajuda à Ucrânia e outras promessas para 2025
Por: Brado Jornal 09.dez.2024 às 10h05
Trump ameaça deixar a OTAN e propõe mudanças drásticas em seu futuro mandato
Isac Nóbrega/Agência Brasil

Em sua primeira entrevista após sua vitória nas eleições, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos poderiam deixar a OTAN caso os aliados não aumentassem suas contribuições financeiras. A declaração foi dada ao programa Meet the Press, da NBC News, gravado na sexta-feira (6) e transmitido no domingo (8). O ex-presidente também comentou sobre a imigração e alertou que a Ucrânia “provavelmente” precisará esperar menos ajuda militar dos Estados Unidos em seu próximo mandato.

Trump destacou que, caso os países da OTAN paguem suas dívidas e tratem os EUA de maneira justa, ele “absolutamente” permaneceria na aliança. No entanto, caso contrário, os Estados Unidos poderiam abandonar a organização. A entrevista foi realizada antes de sua viagem a Paris, onde participou da reabertura da Catedral de Notre-Dame e se reuniu com os presidentes da França e da Ucrânia.

Em relação à Ucrânia, Trump afirmou que está se esforçando para encerrar a guerra, mas indicou que a ajuda militar dos EUA ao país poderá ser reduzida após sua posse. Questionado sobre a possibilidade, ele confirmou que seria "provável".

Sobre suas propostas para um futuro mandato, Trump revelou planos para a deportação em massa de imigrantes, a imposição de novas tarifas e o perdão a muitos dos condenados pelos ataques ao Capitólio de 6 de janeiro de 2021. Ele também reiterou sua intenção de tentar abolir a cidadania por direito de nascimento, prevista pela 14ª Emenda da Constituição dos EUA.

No campo eleitoral, Trump voltou a afirmar que as eleições de 2020 foram "roubadas", mas destacou que as de 2024 tiveram uma vitória "demasiado expressiva" para sofrerem o mesmo destino. Embora tenha falado sobre "retribuição", ele disse que isso viria através do sucesso e descartou a ideia de nomear um procurador especial para investigar o presidente Joe Biden ou sua família.

Em relação aos manifestantes de 6 de janeiro, Trump prometeu conceder perdão no primeiro dia de seu mandato, alegando que muitos enfrentaram tratamento severo nas prisões. Ele classificou a situação como um "inferno" para essas pessoas.

Durante a entrevista, Trump também reiterou seus planos para expulsar imigrantes em situação irregular, começando pelos criminosos, e garantiu que não separaria famílias, propondo devolvê-las aos países de origem. Ele também mencionou a possibilidade de aumentar as tarifas de importação, embora tenha admitido que isso poderia resultar em custos adicionais para as famílias americanas.

Quanto à questão do salário mínimo federal, Trump sugeriu a possibilidade de aumentá-lo, mas afirmou que precisaria consultar os governadores estaduais antes de tomar uma decisão. Em relação ao aborto, ele afirmou que não imporia restrições ao acesso a pílulas abortivas, deixando as decisões sobre o tema para os legisladores estaduais.



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