O dólar à vista iniciou a terça-feira (17) em nova alta, alcançando R$ 6,16 logo após a abertura do mercado. Por volta das 9h10, a moeda registrava um aumento de 0,92%, cotada a R$ 6,14. Na véspera, o dólar fechou a R$ 6,09, com uma alta de 0,99%, marcando um novo recorde nominal, o maior valor de fechamento desde o início do Plano Real, em 1994. A última vez que o dólar havia atingido a máxima histórica foi na segunda-feira (9/12), quando a cotação chegou a R$ 6,08.
Esse aumento ocorre apesar da realização de um leilão extraordinário de dólares pelo Banco Central (BC) na manhã desta terça-feira. A autoridade monetária vendeu US$ 1,63 bilhão no mercado à vista, a maior intervenção desse tipo desde o começo da pandemia de Covid-19, em 2020. Na última sexta-feira (13/12), o BC já havia realizado operação similar, vendendo US$ 845 milhões. A última intervenção anterior a essas havia ocorrido em 30 de agosto.
Embora o leilão tenha levado o dólar a recuar temporariamente para R$ 6,03, a moeda voltou a subir durante a tarde. O comportamento da moeda reflete as contínuas preocupações com a questão fiscal do país, principalmente em relação à relação entre receitas e despesas das contas públicas federais. Analistas também apontam o temor de que o pacote de cortes de despesas do governo seja alterado no Congresso, o que gera incerteza no mercado.
Com a alta de hoje, o dólar acumula um aumento de 0,99% na semana, 1,56% no mês e 25,59% no ano.
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