A guerra comercial entre Estados Unidos e China pode criar uma oportunidade inesperada para o Brasil. Segundo o Wall Street Journal, as tarifas impostas pelo ex-presidente e atual candidato Donald Trump aos produtos chineses já estão impulsionando a demanda por commodities brasileiras, especialmente soja.
Com a retaliação de Pequim às medidas protecionistas de Washington, os chineses estão ampliando seus estoques de soja brasileira e podem reduzir significativamente a importação de produtos agropecuários dos EUA. Essa movimentação beneficia diretamente os produtores brasileiros, que podem expandir sua fatia de mercado na China.
Além disso, o Brasil pode se tornar um fornecedor estratégico para os próprios Estados Unidos, uma vez que a escalada tarifária pode criar lacunas na cadeia de suprimentos americana. O setor de calçados, por exemplo, pode aumentar sua participação no mercado americano, assim como a exportação de carne bovina, minério de ferro e petróleo.
Apesar das vantagens, o Brasil não está completamente imune às medidas de Trump. O republicano já criticou o país por impor tarifas sobre produtos americanos e, em seu governo anterior, aplicou uma taxa de 25% sobre as importações de aço e alumínio brasileiros.
Ainda assim, o Brasil mantém relações comerciais e diplomáticas sólidas com os EUA. O país é um parceiro estratégico militar e membro extra-OTAN desde 2019. Além disso, a balança comercial entre os dois países é superavitária para os americanos, o que pode ajudar o Brasil a evitar sanções mais severas.
Com esse cenário, o Brasil se posiciona como um potencial “vencedor” da disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo, aproveitando as brechas deixadas pelo conflito tarifário para expandir suas exportações e fortalecer sua presença global.
Deixe sua opinião!
Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.
Sem comentários
Seja o primeiro a comentar nesta matéria!
Carregando...