O cirurgião plástico Wilian Pires de Oliveira Junior, conhecido como o "médico das estrelas", voltou ao centro de um escândalo médico. Já condenado por mutilar pacientes e alvo de diversos processos por negligência, ele agora enfrenta uma nova denúncia grave. Conforme revelado nesta terça-feira (18), uma modelo afirma ter sido vítima de um erro irreversível: durante uma cirurgia estética, o médico teria cortado seu clitóris sem autorização, além de negligenciar o atendimento no pós-operatório.
A cirurgia ocorreu em 5 de fevereiro de 2025, em um hospital de Goiânia (GO). A paciente contratou um pacote estético de R$ 137 mil, incluindo lipoaspiração HD, implantes de silicone e ninfoplastia — procedimento para redução dos pequenos lábios vaginais. No entanto, segundo boletim de ocorrência registrado em 28 de fevereiro, a intervenção resultou em um erro grave e irreversível.
Além da mutilação, a modelo denuncia que, ao clamar por atendimento no pós-operatório, não encontrou nenhum membro da equipe médica disponível para ajudá-la.
Com mais de 346 mil seguidores nas redes sociais, Wilian Pires se tornou conhecido não apenas pelos procedimentos estéticos, mas também por frequentar eventos beneficentes com celebridades como Virginia Fonseca, Ronaldo Fenômeno e Sabrina Sato. Ele também teria arrematado um encontro com Neymar em um leilão do Instituto Neymar Jr.
O histórico do cirurgião inclui outras acusações sérias. Em 2020, ele foi alvo da Operação Navio Fantasma, acusado de forjar um incêndio em um iate de luxo para fraudar um seguro de R$ 800 mil. Além disso, há diversos processos contra ele por supostos erros cirúrgicos.
Diante da nova denúncia, Wilian Pires registrou um boletim de ocorrência contra a paciente, alegando calúnia e ameaça. Em nota, ele afirmou que os procedimentos foram realizados com consentimento da paciente e que seguiram "todos os preceitos éticos e técnicos".
Ele também defendeu que os resultados de cirurgias plásticas podem levar até seis meses para serem evidenciados e que a paciente recebeu o suporte necessário no pós-operatório.
A Polícia Civil investiga se houve erro médico, negligência ou conduta criminosa. Caso seja condenado, Wilian Pires pode responder por lesão corporal culposa, além de enfrentar sanções do Conselho Regional de Medicina, que podem levar à cassação de seu registro profissional.
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