Polícia Civil de SP cumpre mandados na investigação do assassinato de delator do PCC

Mandante do crime é alvo de prisão; operação envolve 116 policiais e investiga corrupção policial e vínculos com o PCC
Por: Brado Jornal 13.fev.2025 às 08h44 - Atualizado: 13.fev.2025 às 09h06
Polícia Civil de SP cumpre mandados na investigação do assassinato de delator do PCC
Reprodução

A Polícia Civil de São Paulo cumpre, nesta quinta-feira (13), um mandado de prisão e 21 mandados de busca e apreensão contra o suspeito de ser o mandante do assassinato do empresário Vinicius Gritzbach, delator do PCC (Primeiro Comando da Capital). A operação, que conta com a participação de 116 policiais, visa aprofundar a investigação sobre o crime ocorrido no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, em novembro do ano passado.

Gritzbach, que foi executado a tiros na área de desembarque do aeroporto, havia sido acusado de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro para a facção criminosa. Em sua delação premiada com o Ministério Público, ele entregou o nome de pessoas ligadas ao PCC e denunciou policiais militares por corrupção.

O principal alvo da operação é João Cigarreiro, identificado como o mandante do assassinato. Além dele, outras três pessoas ligadas a Cigarreiro também serão conduzidas ao Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) para prestarem depoimento.

A força-tarefa formada para investigar a morte de Gritzbach já prendeu 26 pessoas, incluindo 22 policiais civis e militares. Três desses policiais são suspeitos de envolvimento direto na execução do empresário.

A investigação foi iniciada após uma denúncia anônima recebida em março do ano passado, que revelou vazamentos de informações sigilosas a favor de criminosos ligados ao PCC. O esquema envolvia a venda de dados estratégicos por policiais militares, tanto da ativa quanto da reserva, com o objetivo de evitar prisões e prejuízos financeiros à facção. Gritzbach foi um dos beneficiados pelo esquema, utilizando PMs em sua escolta privada, o que indicaria a integração de agentes policiais ao grupo criminoso.



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