A R7 Facilities, uma empresa investigada pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pela Polícia Federal (PF) por suspeita de fraudar licitações, enfrenta uma série de investigações no Ministério Público do Trabalho (MPT). A empresa tem pelo menos oito inquéritos civis e duas ações civis abertas contra ela, devido a irregularidades como inconsistências no controle de jornada, discriminação, conduta antissindical, atraso no pagamento de salários, e o descumprimento das cotas de aprendizagem.
Esses problemas envolvem principalmente os direitos dos trabalhadores, com ações civis públicas movidas por sindicatos em defesa dos interesses da categoria. A empresa, que presta serviços terceirizados a vários ministérios do governo Lula, incluindo o Ministério dos Direitos Humanos, Mulheres e Igualdade Racial, também enfrenta acusações graves sobre sua gestão contratual, com suspeitas de envolvimento de "laranjas" para ocultar os verdadeiros proprietários.
A investigação da PF e da CGU intensificou-se após a fuga de presos da Penitenciária Federal de Mossoró (RN) em 2024, onde a empresa era responsável pela manutenção. A fuga de dois detentos, membros do Comando Vermelho, trouxe à tona falhas graves no contrato de prestação de serviços, culminando em uma série de apurações sobre fraude em licitações, falsidade ideológica, uso de documentos falsos e estelionato contra a Administração Pública.
A R7 Facilities também está sendo acusada de atrasos recorrentes no pagamento de salários e benefícios, o que tem afetado diretamente a vida de milhares de trabalhadores. Em janeiro de 2025, funcionários terceirizados de diferentes órgãos federais, como o MIR, ameaçaram paralisar suas atividades devido à falta de pagamento do auxílio-transporte e do ticket alimentação. Embora os salários tenham sido pagos em 3 de fevereiro, os atrasos geraram protestos e descontentamento entre os colaboradores da empresa.
Essa situação levanta questões sobre a responsabilidade da empresa na administração de recursos públicos e a violação dos direitos trabalhistas dos funcionários, além de evidenciar a necessidade de maior fiscalização nas contratações públicas.
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