A Polícia Civil de Minas Gerais (PC-MG) informou que o número de mortos no acidente envolvendo uma carreta em Minas Gerais subiu para 41. A atualização foi divulgada neste domingo (22 de dezembro de 2024). Segundo a corporação, 11 corpos foram identificados, 2 estão em processo de liberação para as famílias, e os demais permanecem sem identificação.
Para ajudar na identificação das vítimas, a PC vai instalar uma estrutura na Academia de Polícia da região, onde familiares poderão fornecer materiais genéticos. O acidente ocorreu na madrugada de sábado (21 de dezembro), na BR-116, no trecho de Lajinha, zona rural de Teófilo Otoni, em Minas Gerais. Um bloco de granito que estava sendo transportado pela carreta se desprendeu e atingiu um ônibus de turismo, causando um incêndio no veículo. Um automóvel também colidiu com a carreta logo depois.
O motorista da carreta fugiu do local do acidente e continua foragido. A investigação preliminar aponta que o excesso de peso no transporte do granito pode ter contribuído para o acidente. A PC-MG já indicou uma possível responsabilidade criminal do condutor.
De acordo com a Polícia Militar (PM), o motorista da carreta estava com a carteira de habilitação suspensa e, portanto, não poderia estar dirigindo. Ele teve a CNH apreendida em 2022 durante uma blitz da Lei Seca, após se recusar a realizar o teste do bafômetro. Essa recusa pode ter resultado no processo de cassação do documento.
Acidentes na BR-116
A BR-116 é considerada uma das rodovias mais perigosas do Brasil, registrando o maior número de mortes em acidentes na última década. Entre 2013 e 2023, liderou o ranking de fatalidades, exceto em 2016, quando teve 824 mortes, ficando atrás da BR-101, que registrou 839 no mesmo período, segundo dados da Confederação Nacional de Transportes (CNT).
Até outubro de 2024, 664 mortes já haviam sido registradas na BR-116.
Com 4.713 km de extensão, a BR-116 conecta Fortaleza, no Ceará, a Jaguarão, no Rio Grande do Sul, e é a rodovia mais pavimentada do país. Ela atravessa 10 estados e grandes capitais como Porto Alegre, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. Apesar de contar com trechos duplicados em áreas metropolitanas, muitas partes da rodovia apresentam infraestrutura precária, o que contribui para os altos índices de acidentes.
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