A cidade de Rafael Jambeiro, localizada a 180 km de Salvador, enfrenta uma situação incomum e prejudicial ao andamento da administração local: uma disputa pelo cargo de presidente da Câmara Municipal. O impasse, que começou ainda em 2024, envolve dois vereadores que se consideram legítimos presidentes da Casa Legislativa, o que tem afetado o repasse de recursos e gerado atrasos no pagamento de salários dos vereadores e servidores da Câmara.
A situação começou após as eleições para a presidência da Câmara, quando Magna Lúcia (União Brasil) venceu Fernando Coni (Republicanos) por 6 votos a 5. No entanto, sua candidatura foi indeferida por ter sido registrada fora do prazo regimental. Uma nova eleição foi convocada, e Fernando Coni se declarou vencedor, considerando os votos contrários como abstenções. Magna, por outro lado, alega que o regimento interno permitia a formação da chapa após as eleições e reivindica o cargo de presidente.
O impasse levou a um conflito visível, com ambos os vereadores realizando sessões solenes separadas no mesmo dia. Enquanto Magna Lúcia abriu uma sessão na prefeitura com aliados, Fernando Coni comandou uma sessão na sede da Câmara, respaldado por outros vereadores. Ambos os lados argumentam que estão cumprindo as exigências legais, mas o bloqueio no repasse de recursos públicos devido à disputa tem prejudicado a cidade.
O prefeito Nalvinho (União Brasil) expressou sua preocupação com a situação, destacando que a indefinição tem gerado bloqueios na gestão municipal e afetado a aprovação de projetos essenciais. A situação segue sem resolução, aguardando uma decisão judicial para definir quem assumirá oficialmente a presidência da Câmara e permitir o normal funcionamento da administração local.
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