O ex-presidente da Argentina, Alberto Fernández, enfrenta graves acusações de violência de gênero após denúncia apresentada pela ex-primeira-dama Fabiola Yañez. O juiz federal Julián Ercolini, responsável pelo caso, ordenou a apreensão de US$ 10 milhões em bens pertencentes a Fernández e determinou uma série de restrições, incluindo a proibição de qualquer contato com Yañez e a obrigação de informar o Tribunal 72 horas antes de viajar para fora do país.
Segundo a decisão judicial, o ex-presidente é investigado por dois casos de "lesões leves", agravadas pelo contexto de violência de gênero, além de "ferimentos graves" e "ameaças coercitivas". A acusação de Yañez alega que as agressões começaram em 2016 e se intensificaram ao longo dos anos, com episódios de violência física e psicológica. A ex-primeira-dama relata que, após engravidar em 2021, os abusos se tornaram mais frequentes, com agressões físicas como tapas e apertos no pescoço.
Em sua defesa, Fernández nega as acusações de violência física, alegando que houve apenas discussões no relacionamento, e afirma ter sido vítima de violência por parte de Yañez, mencionando episódios em que a ex-companheira o teria atacado fisicamente. O ex-presidente também questionou a imparcialidade do juiz responsável pela investigação.
A medida judicial tomada por Ercolini inclui ainda a proibição de Fernández se aproximar de Yañez, seja em Madri ou em qualquer outro local, e a proibição de qualquer forma de comunicação com ela, como ligações ou mensagens. A disputa legal segue em andamento, com novas testemunhas sendo convocadas para prestar depoimentos.
O caso abalou a política argentina e gerou repercussão internacional, com Fabiola Yañez destacando o impacto psicológico e físico das agressões sofridas.
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