Patricia Scheuer, atriz e empresária, foi liberada na quinta-feira, 2, após passar uma noite na prisão Alcaidía N°15, em Buenos Aires. Ela é acusada de atropelar e matar o turista brasileiro Fernando Pereira de Amorin Junior, de 60 anos, e deixar sua esposa, Cleusa Adriana Nunes Pombo, de 50 anos, gravemente ferida. O trágico acidente ocorreu no dia 1º de janeiro, enquanto o casal, que estava na Argentina para celebrar o Réveillon, caminhava pela região de Chacarita.
A liberação de Patricia foi decidida pelo juiz Martín Sebastián Peluso, que acatou o pedido de liberdade provisória de sua defesa. A atriz enfrentará acusações de homicídio culposo e lesões culposas.
Em entrevista ao Clarín, Alfredo Humber, advogado de Patricia, declarou que o acidente foi fruto de uma “desconexão de tempo e espaço” vivida pela cliente, que alegou ter perdido a consciência no momento do atropelamento. “Isso se parece mais com uma tragédia do que com um homicídio culposo”, acrescentou o advogado.
Durante seu depoimento remoto via Zoom, Patricia não respondeu às perguntas, mas mencionou que sofre de transtornos psiquiátricos, incluindo depressão e ansiedade, condições para as quais utiliza medicamentos há anos. Ela também relembrou um episódio anterior, em que teria “apagado” por 10 a 15 segundos enquanto dirigia, sendo submetida a exames médicos que não apontaram anomalias.
Após o atropelamento, um teste de alcoolemia foi realizado em Patricia, com resultado negativo. Amostras para exames toxicológicos também foram coletadas, mas os resultados ainda não foram divulgados. Em seu relato, a empresária afirmou não se lembrar do ocorrido e que só percebeu o impacto quando o airbag do carro foi acionado.
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